quarta-feira, 7 de outubro de 2009

LENDAS AMAZÔNICAS

    As principais lendas da Amazônia são: o boto, a Iara, o caapora, o mapinguari, o curupira, o jurupari, a Macunaíma, o anhangá, o Saci, o cauré, o uirapuru, o cãoera, o muiraquitã, o cunauaru, o japu, o japiim, a jurutaí, o uacauã, a juruti-pepena, o tajá, a vitória-régia, o chimbuí, a boiúna, a Cobra Norato, entre vários outros.

    O boto: O boto costuma perseguir as mulheres que viajam pelos rios e inúmeros igarapés; às vezes, tenta virar a canoa em que elas se encontram, e suas investidas se acentuam quando percebem que há mulheres menstruadas ou mesmo grávidas.
    Ele é o grande encantador dos rios. Transformando-se num guapo rapaz, todo vestido de branco e portando um chapéu, para esconder o furo no alto da cabeça, por onde respira, ele percorre as vilas e povoados ribeirinhos, freqüenta as festas e seduz as moças, quase sempre engravidando-as. Há, inclusive, histórias em que a moça é fecundada durante o sono...
Para se livrarem da "influência" do bicho, os caboclos vão buscar ajuda na magia, apelando para os curandeiros e pajés.


    Vitória-Régia É uma planta aquática que floresce e se desenvolve quando das "águas vivas" 
e definha quando a água é pouca.
    Esta é uma das lendas inspiradas por  Perudá e nasceu do amor entre a índia Moroti e o guerreiro Pitá. Diz a lenda que Moroti, querendo mostrar para as amigas o quanto era amada pelo guerreiro, jogou sua pulseira ao rio, desejando que, como prova de amor, Pitá a trouxesse de volta. O infeliz apaixonado atirou-se ao rio e não retornou. Desesperada e arrependida, Moroti jogou-se atrás do amado, tendo igual fim.
    No dia seguinte, a tribo presenciou o nascimento de uma grande flor, que ao centro era branca, como o nome de Moroti, e as pétalas ao redor eram vermelhas, como o nome do bravo Pitá.

    IaraMito baseado no modelo das sereias dos contos homéricos, a Iara é a Vênus amazônica; é uma ninfa loira de corpo deslumbrante e de beleza irreversível. Na Amazônia, o tapuio que escuta o cantar da Iara fica "mundiado" e é atraído por ele; o mesmo se dá com as crianças que desaparecem misteriosamente. Crêem os ribeirinhos que essas crianças estão "encantadas" no reino da "gente do fundo".

    CaaporaO caapora apresenta-se como um moleque pretinho, que cavalga porcos selvagens, mas também pode ser descrito como uma cabloquinha  de longos cabelos, duros feito espinhos, e que, em troca de tabaco, é capaz de dar ao caçador tanto a caça que ele tanto deseja quanto o próprio sexo.  
    Os índios e caboclos acreditam que, prendendo um caapora, ele é obrigado a conceder um "poderzinho" ou atender a um desejo, em troca da liberdade. A versão geral é a de que ele é um duende protetor da floresta e da caça. Alguns autrores o identifica com o Curupira.


    Curupira: Na teologia indígena, o curupira apresenta-se como um moleque de aproximadamente sete anos, com o corpo coberto de longos pêlos e tendo os pés virados para trás. O ponto em que todos são unânimes é quanto à sua condição de deus autóctone das selvas, um protetor.
    Há no Brasil versões em que o curupira aparece com avantajado órgão sexual, que utiliza como tacape. Noutra versão ele se utiliza de uma pesada maça ou clava, ou do próprio calcanhar, que é para a frente.
    Como protetor das florestas, castiga impiedosamente aquele que caça por prazer, que mata as fêmeas prenhas e os filhotes indefesos, mas ampara o caçador que tem na caça o seu único recurso alimentar, ou que abate o animal por verdadeira necessidade.


    JurupariJurupari é a denominação tupi para um demônio particular, mas foi usada com exclusividade pelos missionários para designar qualquer demônio, até assumindo o lugar do cristão nos trabalhos de catequese dos íncolas.  Enquanto conviveu com os homens, estabeleceu uma série de normas de conduta e leis morais, instituiu a monogamia, a higiene pessoal, através da depilação corporal, restituiu o poder aos homens que viviam em regime matriarcal, promoveu modificações nos costumes e na lavoura, instituindo, especialmente, as festas de colheita.
   

 Algumas das leis do jurupari permanecem válidas até hoje e são as seguintes:
  • o chefe cuja mulher for estéril poderá tomar outras para si, sob pena de perder o trono para o mais valente;
  • ninguém cobiçará a mulher do outro, pagando a desobediência com a própria vida;
  • a mulher deverá permanecer virgem até a puberdade e jamais prostituir-se;
  • a mulher casada deverá permanecer com o marido até a morte, sem traí-lo;
  • o marido deverá permanecer em repouso durante uma lua, após o parto da mulher;
  • o homem deve sustentar-se com o trabalho de suas mãos;
  • é punida com a morte a mulher que vir o jurupari e o homem que revelar seus segredos e seus rituais.  
    A cerimônia do jurupari tem seu ritual em fins de março, coincidindo com o período em que as águas diminuem e prenunciam o verão, que começa em maio. Na verdade, na Amazônia não existem inverno nem verão.
        Matin ou Saci: No Pará e no Amazonas, a imagem do saci é a de um curumim que anda numa única perna e tem os cabelos cor de fogo. Alguns crêem que ele é filho do Curupira; outros o identificam como um pequeno pássaro que pula numa perna só; há também aqueles que dizem que as mãos dele são furadas no centro.
    Uirapuru: É um deus que se transforma em pássaro e anda rodeado de outros pássaros, à guisa da corte. Quando canta, todos os outros pássaros da mata ao seu redor silenciam, ou querendo aprender seu canto ou em respeitosa reverência.  Os sons melódicos produzidos por essa ave são dotados de poder hipnótico, como o canto da Iara e do cauré. Acreditam os caboclos que, se o canto do uirapuru tem o poder de atrair outros pássaros, pode, por conseguinte, atrair a sorte no amor e nos negócios. Daí é grande a crença nos seus poderes e propriedades talismânicas.
    Lenda do açaí:  Segundo a lenda, uma tribo que vivia onde está situada a cidade de Belém atravessava um período negro de escassez, obrigando o cacique Itaki a decretar a morte de toda criança nascida a partir daquela data, como medida de controle demográfico da tribo. Mas eis que Iaçá, a filha do cacique, dá à luz uma menina. Apesar de ser neta do cacique, a recém-nascida deveria ser submetida à pesada lei, debalde os rogos da infeliz e desventurada mãe. Numa noite ela ouve um choro de criança; tentando localizá-lo, descobre sua filhinha encostada numa esguia palmeira, sorrindo-lhe; mas, ao abraçar a filha, esta desaparece e Iaçá vê-se atracada ao tronco da palmeira. No dia seguinte, o cacique encontra o corpo da filha abraçado ao tronco de uma palmeira, que trazia um cacho de frutinhas negras, como os olhos de Iaçá. Imediatamente ordenou que esmagassem as frutas numa vasilha e ao suco obtido chamou de açaí, que é o nome da filha ao contrário.
Mapinguari: Os caboclos contam que dentro da floresta vive o Mapinguari, um gigante peludo com um olho na testa e a boca no umbigo. Para uns, ele é realmente coberto de pelos, porém usa uma armadura feita do casco da tartaruga, para outros, a sua pele é igual ao couro de jacaré. Há quem diga que seus pés tem o formato de uma mão de pilão. O Mapinguari emite um grito semelhante ao grito dado pelos caçadores. Se alguém responder, ele logo vai ao encontro do desavisado, que acaba perdendo a vida. A criatura é feroz e não teme nem caçador, porque é capaz de dilatar o aço quando sopra no cano da espingarda. Os ribeirinhos amazônicos contam muitas histórias de grandes combates entre o Mapinguari e valentes caçadores. O Mapinguari sempre leva vantagem e os caçadores que conseguem sobreviver, muitas vezes ficam aleijados ou com terríveis marcas no corpo para o resto de suas vidas. Há quem diga que o Mapinguari só anda pelas florestas de dia, guardando a noite para dormir. Quando anda pela mata, vai gritando, quebrando galhos e derrubando árvores, deixando um rastro de destruição. Outros contam que ele só aparece nos dias santos ou feriados. Dizem que ele só foge quando vê um bicho-preguiça. O que ninguém explica é porque ele tem medo justamente do seu parente, já que é considerado um bicho-preguiça pré-histórico.

2 comentários:

  1. PAI, ADOREI O SUPER SADIAS. É O MEU SUPER-HERÓI, MAS NÃO VAI FALAR NADA PRO HELIEL!
    SÓ ACHEI QUE TÁ PARECENDO MAIS JAPONÊS DO QUE PARANAENSE/AMAZONENSE POR CAUSA DO OLHINHO PUXADO.
    FALTOU TAMBÉM DIZER QUAIS OS SUPER-PODERES DELE: SERIA SALVAR A FLORESTA AMAZÔNICA DOS PREDADORES DA FAUNA E DA FLORA?
    BEIJOS, TE AMO.
    DE TEKA (E LUCAS GABRIEL)

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  2. Não é nada disso, os olhinhos puxados são devido aos fortes ventos lá na estratosfera. Eu pensei que não tinha vento por lá, mas me enganei. Tudo bem, super-heróis também se enganam. Sim, eu desejo salvar a floresta amazônica, claro! Mas o restante do planeta ia ficar enciumado, por isso eu sou o defensor de todo mundo. Bem...de quase todos, eu não vou defender os países muçulmanos, a não ser em tragédias e desastres. Ai, ai! Às vezes me dá vontade de pendurar a minha capa e passar umas férias em Marte ou Saturno...

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