domingo, 21 de novembro de 2010


MANIFESTO EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA

UNIVERSIDADE MACKENZIE: EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA

A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.

Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).

Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.

Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 [LINK http://www.facebook.com/l/d996dCySFR6ZPiNRmHSufXea4iw;www.ipb.org.br/noticias/noticia_inteligente.php3?id=808] e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.

Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.
Para ampla divulgação.



Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

DEUS NÃO CUMPRE PROMESSAS?

DEUS NÃO CUMPRE PROMESSAS
Preletor: Pr. Franco


A maioria dos cristão não confia plenamente no Senhor
     Já aconteceu com você, de entregar um assunto nas mãos de Deus e não ver nada, absolutamente nada mudar ou melhorar?
     No entanto, a Bíblia diz:
     “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará” - Salmo 37.5.
     O que deu errado?
     Temos três possibilidades:
     1.  Houve algum problema com a “entrega”;
     2.  Houve algum problema com o “confiar”;
     3.  Deus não cumpre as suas promessas.
     1. PROBLEMAS COM A “ENTREGA”
     a) Entrega Aparente
     Muitas vezes nos aproximamos de Deus e, aparentemente, entregamos a Ele o nosso caminho; no entanto, no íntimo, nós retemos o problema.

     É semelhante aquela pessoa que vai a uma agência postal, compra um envelope, especifica o destinatário e o remetente de forma correta, fecha o envelope, e paga para que o correio faça uma entrega especial, registrada; porém, se esquece de colocar dentro do envelope os documentos que queria enviar. Fez “tudo certinho”, mas esqueceu o principal, o essencial.

     b) Entrega Parcial
     O verso bíblico não diz, entrega um caminho; nem diz para entregar parte do caminho. Ele diz: “Entrega teu caminho...”, todo o caminho; a vida; a questão inteira, com tudo que a rodeia:
      - A dívida, e toda a ansiedade e vergonha que vêm junto com ela.
      - O casamento, e toda a dor e sentimentos amargos que ele tem lhe causado.
      - A traição conjugal, e toda a raiva, o ódio e a humilhação que você tem experimentado.
      - O emprego, e todas as preocupações e estresses que ele lhe causa.
      - O desemprego, e todas as situações insustentáveis que ele lhe faz passar.
      - Aquele pecado, e toda a tristeza que ele tem lhe provocado.        
     c) Entrega Momentânea
     Muitas vezes entregamos o nosso caminho ao Senhor de forma real e completa, no entanto, tão logo saímos de sua presença, nós o pegamos de volta para resolve-lo à nossa maneira.
     Acho que Deus fica se perguntando: “Onde estão os problemas que meus filhos deixaram aqui no altar na hora do culto? Se eles pretendiam leva-los de volta, porque disseram que os estavam entregando para mim?”.
     Ao contrário desta atitude, podemos afirmar que as idéias bíblicas de “entrega” sempre são definitivas. Observe-as:
     -   O adversário entrega alguém ao juiz (Mateus 5.25), e o juiz o entrega ao meirinho para ser preso (Lucas 12.58);  

     -   Judas entregou Jesus;  
     -   Jesus foi entregue nas mãos dos homens (Mateus 17.22), aos principais sacerdotes e aos escribas (Mateus 20.18), aos gentios (Mateus 20.19), a Pilatos (Mateus 27.2), à sentença de morte (Lucas 24.20) e à crucificação (Mateus 26.2); 
     -   Jesus entregou seu espírito aos cuidados do Pai (João 19.30).
     2. PROBLEMAS COM O “CONFIAR”
     a) A Maioria Dos Cristãos Não Confia Em Deus
     Não tenho nenhuma dificuldade em afirmar que a maioria dos cristãos ainda não aprendeu a confiar plenamente em Deus. E eu me incluo entre eles. E o pior de tudo, é que esta nossa falta de confiança ofende a Deus! Como?

      Imagine que amanhã de manhã você tem que pagar uma dívida. Se você não a pagar, coisas muito ruins irão acontecer. Imagine, ainda, que você tem um amigo de infância que se deu bem na vida; tem dinheiro sobrando. Você telefona para ele. Explica a situação. Ele, prontamente, diz que vai lhe emprestar o dinheiro necessário. Bem, se este amigo é CONFIÁVEL, você irá dormir em paz; porém, se este seu amigo não é digno de confiança, é inconstante, “garganta”... Bem, neste caso, você continuará preocupado do mesmo jeito, não é mesmo?

     Agora transfira esta situação para o seu relacionamento com Deus. Você o procura, coloca seus problemas em suas mãos, mas, continua preocupado. O quê você está dizendo para Ele? Que Ele não é digno de confiança. Por isso eu digo que a maioria dos cristãos ainda não aprendeu a confiar plenamente em Deus e que esta nossa falta de confiança O ofende.

     E pensar que não há Deus maior, não há melhor, não há Deus tão grande quanto o nosso Deus. E, que Ele tem boas intenções para conosco.        
     b) Muitos Cristãos Querem Manipular Deus 
     Muitas pessoas colocam um determinado assunto nas mãos de Deus e ficam tentando manipular Deus, sugerindo como Ele deveria agir naquela situação. 
     Ficam “cobrando” de Deus uma atitude mais enérgica, um castigo severo, uma vingança exemplar, uma resposta rápida, etc.
     Em outras palavras, eles não confiam na sabedoria de Deus. Não confiam em Seus santos desígnios. Não confiam em Seu caráter.
     Se eu verdadeiramente entreguei meu caminho ao Senhor, devo esperar que Ele resolva as coisas do jeito Dele, e não do meu.
     Certa era a atitude do salmista: “Esperei com paciência pelo Senhor, e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor” (Salmo 40.1).
     3. DEUS NÃO CUMPRE AS SUAS PROMESSAS
    É verdade! Deus não cumpre as suas promessas CONDICIONAIS, enquanto o homem não faz a sua parte. Deus estabeleceu leis espirituais que devem ser respeitadas, e este verso bíblico nos revela uma delas: - Se queremos vê-lo atuando, temos que lhe entregar o nosso caminho e confiar nele. 

      SE, verdadeiramente, ENTREGARMOS nosso caminho ao Senhor. SE, verdadeiramente, CONFIARMOS nele (em Seu poder, caráter e intenções). Veremos Deus agir. Senão, não!

     Conclusão
     Deus cumprirá Suas promessas, a Seu modo, em Seu próprio tempo, somente após lhe entregarmos o nosso caminho de forma incondicional e confiarmos Nele de todo o nosso coração.
     Aleluia! Deus seja louvado.