sexta-feira, 7 de janeiro de 2011


APRENDIZADOS E APRENDIZES
CRÔNICA DE:  Sérgio Aparecido Dias
(...e de quem mais poderia ser?)


Pois é pessoal, a gente aprende certas coisas na escola, que depois nunca usa.

Por exemplo, observe esse enunciado de física: "a menor distância entre 2 pontos é a linha reta". Pode até ser, mas um boi bravo não liga para isso, você não pode correr em linha reta até a árvore mais próxima, senão ele te pega; você tem que correr em zigue-zague, velho!

Sempre se argumentou que precisamos aprender História. Aprender História pra quê, se o que já passou eu vi no jornal de ontem, e o que está acontecendo eu vou ver no jornal das 8 e o resto eu vejo na Internet?

Quanto à química, meu professor nunca me falou da "química que rola". Resultado: uma garota me perguntou se podia "rolar alguma química", eu não sabia o que era e me dei mal.
E sobre o 2° mais conhecido enunciado da física, de que "toda ação gera uma reação", essa eu aprendi, quando ofendi um brutamontes que mais parecia um armário e recebi um baita de um tabefe no pau da venta. Aí eu entendi o seguinte: lá na escola nós aprendemos na teoria, enquanto que, aqui, nós aprendemos na prática. Espero não mais ter que levar nenhum tabefe, catiripapo, sopapo, bofetes e coisas do gênero. Valeu nesse caso a teoria aplicada, mas doeu pra danar e foi extremamente humilhante.
Mas é assim que se aprende. Aliás, meu pai vivia dizendo que o mundo é uma escola onde sempre se está aprendendo.  Eu ouvia Tião Carreiro e Pardinho cantando a mesma coisa no rádio. E pensava: “eles devem ter aprendido com papai”. Já a minha mãe me avisava: “um dia você aprende na escola do mundo...por bem ou por mal!!!” Entendo agora o que ela quis dizer: na teoria é uma coisa e na prática é outra, geralmente muito mais dolorosa.
Mais tarde me disseram que todo “bom brasileiro” deve saber votar e votar bem, para escolher os seus melhores representantes. Essa parte teórica creio ter aprendido. Mas na prática nunca me dei bem. E pelas reclamações e protestos que assisto nos noticiários, ninguém nunca se deu bem. Só os políticos se dão bem. Esses vivem rindo à toa, recebem salários altíssimos, têm privilégios que ninguém mais tem, ficam dias e dias sem trabalhar, não são descontados em seus salários e nem mandados embora. Mais ainda: inventam um tal de “expediente extra” (como se tivessem já trabalhado nas horas normais) e recebem num dia o que um assalariado recebe num mês. Não entendo isso, pois se eu faltar 1 dia no trabalho (mesmo que seja por caganeira!) sou descontado, ouço um monte de desaforo e sou ameaçado de ir “para o olho da rua”.
Para conseguir uma mísera passagem de ônibus (não digo nem em avião!!!) tenho que perambular por uma quantidade incrível de departamentos e escritórios, preencher uma quantidade mais incrível ainda de formulários (todos em 4 vias), implorar e choramingar quase de joelhos e provar que não tenho condições de pagar a passagem. E quando chego esbaforido na rodoviária, com a passagem na mão, descubro que o ônibus já partiu há mais de 2 horas. Irritado e profundamente revoltado, pergunto gritando ao responsável, agitando freneticamente a passagem em minha mão:
“- O que eu faço com essa passagem, agora?!?”
“- Você quer MESMO que eu diga? Deseja MESMO saber???”
 É claro que eu não desejava ouvir mais outro insulto. Melhor engolir o desaforo e agüentar as gargalhadas da multidão, até dobrar a próxima esquina.
Mas os políticos e parlamentares têm direito a diversas passagens todos os meses e de avião! Inventam “compromissos” em Miami, Paris e Nova Iorque (que eles gostam de chamar de New York) e aproveitam para levar a mulher, os filhos, a mãe, o cachorro, o papagaio e o diabo a quatro! Tudo às nossas custas, tudo com dinheiro público, tudo tirado dos bolsos de quem trabalha 8 (ou mais) horas por dia, sem direito a nada daquilo que esses nababos politiqueiros desfrutam!
Mas... a escola do mundo ensina! De vez em quando a Polícia Federal pega um desses larápios com a boca na botija. E alguns deles acabam vendo o sol nascer quadrado. Não tão quadrado assim, pois geralmente eles têm curso superior e desfrutam de prisão especial, com direito a televisão, frigobar e café com pão-de-ló. Mas prisão é prisão e ninguém gosta de ficar preso, mesmo numa prisão de luxo.
Eu cá comigo, comendo meu angu com taioba e farofa de ovo, tô bem longe de toda essa desgraceira. Uma coisa eu aprendi, tanto na teoria quanto na prática: o cidadão trabalhador e honesto, de respeito e de vergonha, sempre gozará dos verdadeiros privilégios do ser humano. Será respeitado pela Sociedade e um cidadão livre, terá uma consciência limpa e dormirá bem todas as noites. Jamais seus filhos se envergonharão de sua conduta. Nunca terá que recorrer a artifícios para explicar a origem duvidosa de fortunas que surgem da noite para o dia. Nem terá que contratar advogados sujos e pilantras, que vivem de burlar a lei e de explorar as crateras e precipícios da justiça, e conseguem livrar da prisão os maiores criminosos e corruptos do país.
 E de aprendiz, com o passar do tempo, tornei-me também um ensinador. A muitos tenho guiado no caminho do bem e da decência, começando por meus filhos e netos. É bem verdade que já escorreguei e cambaleei diversas vezes no decorrer dos anos, mas Deus deu-me forças para me equilibrar e prosseguir adiante. Às vezes acho que tenho ainda muito que aprender. Afinal, “só se acaba de aprender depois que se morre”; e “a vida é um constante aprendizado”.  Dou graças a Deus pelas coisas boas que tenho aprendido. E sobre as coisas más também, das quais tenho me afastado, pelas mesmas misericórdias de Deus.  Prossigo adiante, até o dia que o meu Senhor assim o determinar. Vivendo, aprendendo e ensinando o que é justo, honesto, correto e decente para o bem da Sociedade e da família. Mesmo a despeito de perseguições e da acusação de não ser “politicamente correto”. Já estou careca de saber que a maioria das coisas consideradas “legais” (isto é, de acordo com a lei), são injustas e indecentes. E que grande parte das leis é feita para proteger criminosos e delinqüentes. Temos, inclusive, um “Estatuto do Menor Delinqüente”, travestido de “estatuto da criança e do adolescente”, que permite ao menor cometer toda sorte de crimes, sem que haja a mínima punição ou reeducação (ou será que alguém pensa que essas “Febem da vida” servem pra educar ou corrigir verdadeiramente?!?). Após completar 18 anos, esses criminosos ficam com a ficha limpa, COMO SE NÃO TIVESSEM ASSALTADO, ESTUPRADO, ASSASSINADO, OU BARBARIZADO A NINGUÉM!!!
Sei que não estou sozinho nessa empreitada, tenho consciência de estar muito bem acompanhado por uma grande parcela da Sociedade. Um dia teremos coragem de dizer um “basta” para tudo isso. Até já tivemos, mas fomos iludidos mais uma vez, em troca de “cestinhas”, “bolsas”, “planos”, “pratos” e outros tipos de esmolas. Fomos levados a esquecer passados históricos de crimes “revolucionários”, roubos praticados a título de financiar a “libertação nacional”, e até seqüestros “por motivo justo”. Sem contar que somos obrigados a assistir esse relacionamento vergonhoso com lideranças despóticas, cruéis, tirânicas, sedentas de sangue, financiadoras do terrorismo internacional, inimigas da liberdade e da democracia. E o voto popular tem sancionado toda sorte de desvio moral (e de verbas!) ao longo de décadas, mas eu espero que isso tenha fim. E que o povo brasileiro finalmente aprenda. E que dê valor ao que valor tem.
F I M

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A conexão Islêmico-Nazista
Em outubro de 1938, numa reação ao Pacto de Munique que Neville Chamberlain fizera com Adolf Hitler, Winston Churchill fez a seguinte advertência no Parlamento inglês:
Setembro de 1938: o primeiro-ministro da Inglaterra, Neville Chamberlain sendo recebido em Munique pelo ditador alemão, Adolf Hitler, para a assinatura do Pacto de Munique, o qual concordava com a exigência de Hitler de que a região dos montes Sudetos na República Tcheca fosse entregue à Alemanha. 
Vocês precisam considerar o caráter do movimento nazista e o domínio que ele implica. Nunca poderá haver amizade entre a democracia britânica e o poder nazista, poder esse que despreza a ética cristã, que saúda com aplausos seu avanço conquistado por meio de um paganismo cruel, que se gaba do espírito de agressão e conquista, que da perseguição extrai força e prazer pervertido, bem como usa o ameaçador impulso assassino com impiedosa brutalidade. Tal poder nunca poderá ser um amigo confiável da democracia britânica.
Um ano depois, com a deflagração da Segunda Guerra Mundial, naturalmente ficou comprovada a advertência de Churchill de que o Pacto de Munique era “o começo da consideração do problema” com um inimigo implacável.
Em 2005, naquelas semanas que sucederam os ataques terroristas ocorridos em Londres, ouvimos, por várias vezes, a analogia entre aqueles atentados à bomba e o bombardeio nazista contra a Inglaterra durante a Segunda Guerra. A maioria dessas analogias mencionava a famosa resistência inglesa diante do terror e da carnificina. Algumas dessas comparações tinham relação com a decisão anunciada pela rainha Elizabeth e pelo primeiro-ministro Tony Blair de nunca se render às forças que estavam por trás daquelas bombas. De fato, na maioria dos casos, as analogias feitas entre as duas circunstâncias diziam respeito à reação dos ingleses aos ataques e não à natureza similar dos culpados daqueles atos.
Entretanto, a verdade é que assim como a resistência paciente dos ingleses relembra a mesma de 65 anos atrás, também há uma semelhança profunda e pedagógica entre os nazistas que atacaram outrora e os combatentes islâmico-fascistas que atacam hoje em dia. Mais importante ainda do que invocar a célebre “resistência paciente” dos ingleses, o cerne da questão é que, para lutar e vencer esta guerra atual, é necessário que se entenda e aceite as similaridades existentes entre os nazistas e os exércitos terroristas árabe-islâmicos.

A conexão islâmico-nazista de Munique

Em julho de 2005, o The Wall Street Journal publicou uma reportagem investigativa sobre o estabelecimento e o crescimento do Centro Islâmico em Munique. Conforme Stefan Meining, um historiador alemão, relatou ao jornal, “se você quer entender a estrutura do Islã político, precisa considerar aquilo que aconteceu em Munique”.
Winston Churchill. 
De acordo com a reportagem, a mesquita de Munique foi fundada por muçulmanos nazistas que se estabeleceram na Alemanha Ocidental depois da guerra. Esses homens, que estavam entre os mais de 1 milhão de cidadãos das repúblicas soviéticas, unidos aos nazistas enquanto sob a ocupação alemã, foram transferidos para o Ocidente nos momentos finais da guerra, por ordem de seu comandante nazista, para protegê-los do avanço do Exército Vermelho.
A reportagem do jornal esclarece que o primeiro líder da mesquita era oriundo do Uzbequistão e se chamava Nurredin Nakibhidscha Namangani. Ele serviu na SS nazista como imame (i.e., líder espiritual muçulmano) e participou do extermínio do Gueto de Varsóvia, bem como da repressão à revolta judaica em 1943.
Segundo aquele artigo, Said Ramadan, o líder da Irmandade Muçulmana Egípcia, que estava exilado, participou da Conferência de 1958, organizada por Namangani e seus correligionários muçulmanos nazistas com o objetivo de angariar recursos financeiros para a construção da mesquita. Depois o artigo resume o momento subseqüente em que a Irmandade Muçulmana assume o controle daquela mesquita na década de 60 e de sua transformação, com o patrocínio financeiro saudita e sírio, numa conexão para a propagação da ideologia islâmico-fascista em sua convocação para a jihad (guerra santa) e para o domínio do mundo.

Os nazistas apoiaram os terroristas árabes

Mulheres muçulmanas numa manifestação em Islamabad (Paquistão). O cartaz diz: “Deus abençoe Hitler”. 
A reportagem ignorou o fato de que não havia nenhuma razão específica, exceto talvez uma hostilidade enciumada por causa da intrusão, para que os nazistas tivessem qualquer problema com a Irmandade Muçulmana. Tal como o cientista político alemão Matthias Kuntzel registrou em seu livro intitulado Islamic anti-Semitism and its Nazi Roots (“O anti-semitismo islâmico e suas raízes nazistas”), a Irmandade Muçulmana que gerou a Fatah da Organização de Libertação da Palestina (OLP), bem como a Al Qaeda, o Hamas e a Jihad Islâmica egípcia, deve muito de seu sucesso ideológico e de suas raízes pseudofilosóficas ao nazismo.
Nos idos de 1930, o mufti [líder e intérprete oficial da lei islâmica – N.T.] de Jerusalém, Amin el-Husseini, cortejou exatamente os nazistas. Em 1936, quando iniciou sua guerra de terror contra os yishuv (“assentamentos”) judaicos na Palestina governada por mandato britânico, Amin el-Husseini, por várias vezes, solicitou apoio financeiro aos nazistas, patrocínio esse que começou a chegar em 1937.
De 1936 a 1939, as tropas terroristas de Husseini assassinaram 415 judeus. Anos mais tarde, Husseini comentou que se não fosse o dinheiro nazista, sua investida violenta contra os assentamentos judeus teria sido derrotada em 1937. O movimento que ele liderava estava impregnado de nazismo. Seus homens cumprimentavam-se com saudações nazistas e os membros de seu movimento jovem ostentavam os uniformes da juventude nazista.
Husseini tinha relações de parentesco com o novo movimento da Irmandade Muçulmana, fundado pelo sogro de Ramadan, Hassan al-Banna, na década de 20. O impacto que sua guerra terrorista causou no movimento foi profundo. De uma lista com 800 membros em 1936, as fileiras da Irmandade cresceram em número para 200 mil membros oficiais nos idos de 1938, apoiados, talvez, por um número igual de simpatizantes ativos.
Recrutas do Hizb’allah (Partido de Alá) prestam juramento. Observe o gesto semelhanteà saudação nazista. 
Conforme Kuntzel demonstrou, a noção de uma violenta guerra santa ou jihad contra não-muçulmanos não fazia parte de nenhuma doutrina islâmica em vigor até a década de 30 e, segundo ele observou: “Sua cooperação para o advento de um novo anti-semitismo virulento está comprovada em termos bastante claros”. As gangues de Husseini que atuavam no Mandato Palestino foram efusivamente aplaudidas pela Irmandade Muçulmana no Egito, que mobilizou manifestações em massa portando slogans tais como: “Judeus, saiam do Egito e da Palestina” e “Morte aos judeus!”.
Para os nazistas, os judeus eram considerados a principal força que os impedia de atingir seu objetivo de dominar o mundo. Como Hitler expressou: “Vocês verão que precisaremos de pouco tempo para reorientar os conceitos e critérios do mundo inteiro pura e simplesmente pelo ataque ao judaísmo”. Em sua concepção, Hitler achava que, após destruir os judeus, o resto do mundo estaria a seus pés por causa dessa conquista. Ele declarou: “A luta pelo controle do mundo será travada exclusivamente entre alemães e judeus. O resto é fachada e ilusão”.
Husseini se tornou um efetivo agente nazista. Fomentou um golpe pró-nazista em Bagdá no ano de 1942 e fugiu em seguida para a Alemanha, onde passou o resto da guerra treinando uma tropa dejihadis composta de muçulmanos bósnios, exortando o mundo árabe a se levantar contra os Aliados, participando do Holocausto e planejando a construção de um campo de extermínio em Nablus, semelhante ao de Auschwitz, depois da [esperada] vitória alemã. Após a guerra, com ajuda francesa, ele conseguiu escapar para o Cairo, no Egito. Lá, Husseini foi recebido como herói de guerra.
Husseini se tornou um efetivo agente nazista. Fomentou um golpe pró-nazista em Bagdá no ano de 1942 e fugiu em seguida para a Alemanha, onde passou o resto da guerra treinando uma tropa de jihadiscomposta de muçulmanos bósnios, exortando o mundo árabe a se levantar contra os Aliados, participando do Holocausto e planejando a construção de um campo de extermínio em Nablus, semelhante ao de Auschwitz, depois da [esperada] vitória alemã. Na foto: o grão-mufti passa em revista tropas muçulmanas das SS. 
A idéia obcecada de Hitler de que os judeus eram a fonte de todos os males do mundo, ficou tão enraizada nas mentes nacionalistas árabe e islâmica, que passou a ser uma segunda índole.
Em 2002 na Alemanha, durante o julgamento de Mounir al-Moutassadeq, acusado de colaborar com os seqüestradores dos aviões nos atentados de 11 de setembro, testemunhas fizeram uma descrição da visão de mundo de Muhammad Atta, o líder dos terroristas naquele atentado. Uma das testemunhas declarou:
A [visão de mundo] de Atta baseava-se num modo de pensar nacional-socialista. Ele se convencera de que “os judeus” estão determinados a conquistar o domínio do mundo. Ele considerava a cidade de Nova York como o centro da comunidade judaica do mundo todo, esta que, em sua concepção, era o Inimigo Número Um.

A mesma guerra continua

À luz da fartura de documentação histórica acerca das raízes nazistas do fascismo islâmico, é absolutamente evidente que a cooperação dos nazistas com a Irmandade Muçulmana na construção e desenvolvimento do Centro Islâmico de Munique foi tudo, menos coincidência ou fato isolado.
Também não é surpresa nenhuma que o chefe da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, cujo antecessor, Yasser Arafat, era um seguidor de Husseini, tenha feito sua dissertação de doutorado para negar o Holocausto e justificar o nazismo.
A realidade disso é que, à semelhança dos nazistas, é impossível separar a busca ideológico-militar islâmica pelo domínio mundial de seu anti-semitismo genocida. Como no caso dos nazistas, são dois lados da mesma moeda. E, tal como aconteceu desde o momento da ascensão dos nazistas ao poder em 1933 até o fim da Segunda Guerra Mundial, os ingleses e, em grau menor, todavia crescente, os americanos, se recusaram a admitir que a guerra contra os judeus e Israel era a mesma guerra travada contra eles.
Existem motivos para as tentativas de separar o inseparável. A descoberta de que os responsáveis pelos atentados à bomba em Londres pertenciam à mais distinta classe de imigrantes da Inglaterra é prova de que, hoje em dia, o inimigo é produzido em casa. Um exemplo disso é o daquele grupo organizado anglo-paquistanês, ligado à Al-Qaeda e ao Hamas, que praticou o atentado suicida no Mike’s Place, na cidade de Tel-Aviv, em abril de 2003 e de Omar Sheikh, o inglês de origem paquistanesa ligado à Al-Qaeda que seqüestrou e assassinou o repórter Daniel Pearl do Wall Street Journal numa execução ao estilo nazista em janeiro de 2002.
Não é surpresa nenhuma que o chefe da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, cujo antecessor, Yasser Arafat, era um seguidor de Husseini, tenha feito sua dissertação de doutorado para negar o Holocausto e justificar o nazismo. 
Um dos desafios mais difíceis para uma sociedade democrática é enfrentar corajosamente a “quinta coluna”* que vive em seu meio. À parte disso, a grande verdade é que a economia global é movida a petróleo, o qual é controlado pelos mesmos poderes que se encontram na base da atual guerra contra Israel e a civilização ocidental.
É mais fácil engajar-se no partido dos que negam tais realidades do que lutar contra elas. Assim como os ingleses e franceses outrora responsabilizaram o empobrecimento e a humilhação [alemãs] resultantes do Tratado de Versalhes como a causa do anti-semitismo e espírito belicoso alemão na década de 30, atualmente os ingleses, à semelhança de seus aliados europeus e de grande parte da sociedade americana, consideram que as causas do anti-semitismo e das aspirações árabes e islâmicas de dominar o mundo são a pobreza, resultante da aparente humilhação de estarem nas mãos dos imperialistas ocidentais, bem como o estabelecimento do Estado de Israel e [as ações para garantir] sua contínua viabilidade.
O Estado de Israel tem o dever (negligenciado em grande parte pelas próprias autoridades israelenses no atual momento) de chamar a atenção do resto do mundo para essa realidade inconveniente. A responsabilidade e o dever de todos os que prezam a liberdade e o direito de viver sem medo é admitir tal realidade, apesar de sua inconveniência. Recusar-se a admiti-la não é uma mera questão de covardia. É a receita do suicídio. (Caroline Glick, www.carolineglick.com - extraído de Israel My Glory - http://www.beth-shalom.com.br)
* Um grupo de pessoas, dentro de determinado país, que é simpatizante do inimigo ou que lhe oferece ajuda em secreto. A expressão provém de Emílio Mola, um general nacionalista espanhol, que durante a Guerra Civil Espanhola declarou que marchava para Madri com quatro colunas de combatentes e que havia uma quinta coluna de simpatizantes e agentes dentro daquela cidade.
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, setembro de 2006.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011


O DOUTOR “SACATRAPO” E A UNÇÃO DAS HEMORRÓIDAS
Crônica de: Sérgio Aparecido Dias (e  de quem mais poderia ser?!?)

            Visitando e consultando alguns sites “suspeitos” (Genizah, por exemplo...he,he,he!), deparei-me com algo “quase”  inusitado. E eu digo “quase”, porque aconteceu em ambiente neo-pentecostal. E tudo, exata e literalmente TUDO se pode esperar desse ambiente. Desde a década de 60 do século passado (sim, porque neste século XXI nós estamos ainda na década de 10) que enxurradas de heresias procederam de igrejas desligadas de seus princípios históricos, que abraçaram as ondas da chamada “renovação carismática”.  Eles se declaravam “pentecostais”. Mas já existiam os pentecostais históricos. Por isso, foram declarados “neo-pentecostais”.

            A princípio, preocupados em restaurar a santificação e consagração, com a dedicação mais profunda de vidas no altar de Deus (o que é correto e louvável), no entanto tornaram-se presa fácil de pretensos “portadores do poder do alto”, pessoas que se diziam mensageiras diretas de Deus, porta-vozes do Espírito Santo, que “falavam”  diretamente com Jesus, “viam” anjos toda hora, “contemplavam” incessantemente o trono de Deus, e outras falácias semelhantes.

            Esses tais, que se auto-denominaram profetas, tomaram de assalto rebanhos inteiros e forçaram muitas igrejas a fecharem as suas portas. E o que poderia ser bom tornou-se num terrível mal. Verdadeiras avalanches de “profetas” e “profetizas” arribaram dos Estados Unidos (onde não tinham mais nenhum prestígio e eram rechaçados pelos verdadeiros crentes) e se instalaram em terras brasileiras. Roubaram os templos e expulsaram os que eram fiéis aos princípios bíblicos. Sabendo que os crentes de verdade jamais recorreriam aos tribunais em disputas contra irmãos, prevaleceram-se e se fortificaram, utilizando templos que não lhes custaram um tostão sequer.

            Bem depressa, esses dissidentes (portanto SEITAS, pois eram sectários!) organizaram-se em “igrejas”, inclusive utilizando os antigos nomes de suas denominações (Igreja Batista disso, Igreja Presbiteriana daquilo, Igreja Assembléia de Deus daquilo outro, etc.). Em seguida vieram os “ministérios”, cada qual se dizendo originados por Deus e sob inspiração do Espírito Santo, com líderes infalíveis, aos quais não se podia contradizer, sob pena de sofrer as tormentas do inferno, pois não se pode tocar no “ungido do sinhô”.

            Logo, para tristeza e desgosto do povo de Deus, os templos se transformaram em discotecas e pistas de dança. Os chamados “ministério” de dança e expressão corporal se tornaram em verdadeira coqueluche dos jovens, adolescentes e até mesmo adultos, alguns deles saudosos dos tempos em que freqüentavam salões de baile e antros de gafieira e gandaia.  
A Santa Bíblia foi colocada de lado, em segundo plano (se tanto!), para se adotar a palavra dos profeteiros e “ungidos”.   Vieram então os badulaques, as quinquilharias, os penduricalhos, os patuás, as fitinhas coloridas, as feitiçarias com arruda, sal grosso, água “do rio Jordão” (será mesmo???), rosas “consagradas”, óleo “ungido” (ou seja: óleo no qual passaram óleo nele, sei lá...), terra do “santo sepulcro”...enfim: ficaríamos meses e meses narrando todas essas grosserias diabólicas anti-bíblicas, e não esgotaríamos o assunto. Agora, para “coroar” todo esse amontoado de lixo da umbanda e do esoterismo, eis que surgem as “unções”. E tem para todos os gostos e desgostos: a unção do leão, a dos 4 animais, a unção do cachorro, a do riso e a mais estapafúrdia e idiota que já ouvi falar: A UNÇÃO DAS HEMORRÓIDAS!!!

            Não faço idéia de qual idiota “ungido” inventou mais essa aberração. É possível que tenha sido um norte-americano. Ou talvez um colombiano. Ou mesmo um coreano, já que virou moda importar heresias do país do Tae Kwon Do. Afinal, é de lá que surgiram o reverendo Moon e o Paul Yongi Cho, cujas heresias reforçaram a “teologia” da prosperidade, com a ênfase no pensamento positivo, confissão positiva, poder das palavras, decretação profética, energia mental e outras imbecilidades.

Será que algum psiquiatra, filósofo, psicólogo, teólogo ou qualquer outro “ólogo” explicaria isso? Acho que nem Freud poderia explicar. Ele não explicou nem as dele! Aliás, não explicou a de ninguém! Talvez só o Caio Fábio conseguiria explicar, já que ele fala tanto nos “bundões”! Fico, cá comigo, a imaginar o procedimento na hora de fazer a “unção das hemorróidas”. Quem faz a droga da “unção”, afinal? E como faz?!?  É no local da dita cuja? Sim, porque não vale unção na testa, pois as hemorróidas estão no outro “hemisfério”.!!! Apareceu na TV? Eu não vi. Perco tanto tempo lendo o Genizah, que nem assisto TV. Qualquer dia desses eu processo o Danilo Fernandes. Mas estou no final de uma fila enorme! Na minha frente estão o Malafaia, os Hernandez, o Terra Nova, o Marcola, o Macedo e muitos outros que não dá pra ver daqui .

Mas...pra finalizar a questão das hemorróidas, no Século XVII, se não me engano, um tal de "Dr. Sacatrapo" curava hemorróidas com um chumaço de algodão contendo sal, pimenta, pólvora e tabaco. Se curava mesmo não sei, mas devia arder pra diabo! Sabe-se que ele desapareceu da Inglaterra, pois estavam à sua procura pra lhe darem uma dose do seu próprio "remédio". Acredito que uma simples "unção" com óleo deva ser bem melhor. Não cura nada, mas também não arde nada!

F I M

domingo, 2 de janeiro de 2011

TRÁGICA ESCOLHA

A escolha de Lula
Jayme Copstein

Em sua visita a Israel, Lula não quis depositar uma coroa de flores no túmulo de Theodor Herzl, fundador do movimento sionista. Chegando aos “territórios palestinos”, colocou uma coroa de flores na tumba do terrorista-mor Yasser Arafat. 
Não há ninguém que não deseje a paz para o conflito do Oriente Médio, até mesmo por algum milagre. O cansaço do mundo está à espera de uma solução para dar fim às tragédias que ali se confrontam há mais de 50 anos. Não há, pois, nenhuma restrição às tentativas do presidente do Brasil de promover o entendimento entre dois povos que, tivessem conseguido conviver em paz, já teriam transformado a região em uma das mais prósperas do planeta. O que não falta ali são cérebros, mão de obra abundante e também – como dádiva da natureza inóspita – tenacidade, espírito de luta e perseverança. Até este momento, o que se ouviu não passou de retórica, a mesma retórica que o presidente usa em seus pronunciamentos internos no Brasil.
Não há nada de novo na sua proposta de dois estados – Israel e Palestina – lado a lado, cada qual se comprometendo com a segurança do outro. É a partilha aprovada na memorável sessão da ONU, presidida por Oswaldo Aranha, em 1948. Os judeus proclamaram seu Estado, os países islâmicos discordaram da partilha e foram à guerra para impedi-la. Até hoje, com exceção de Egito e Jordânia, nenhum deles reconhece Israel e mantêm declaradamente sua intenção de “varrer do mapa a entidade sionista”. Sequer o nome do país eles se permitem dizer. Dentro deste quadro é improvável qualquer acordo, apenas fazendo conversar israelenses e palestinos. Por mais bem-vindos que sejam os “vírus da paz”, que o presidente Lula diz possuir no DNA, não é aderindo ao belicismo nuclear do Irã, inclusive lhe fornecendo urânio, que ele há de provar a sinceridade de sua oferta de mediação.
Abbas, o sucessor de Arafat, é quase sempre apresentado como moderado - mas sua tese de doutorado na Universidade de Moscou foi sobre a negação do Holocausto.
Mais: cheira até a hipocrisia no momento em que a delegação brasileira recusou publicamente a inclusão de visita ao túmulo de Theodor Herzl, cujo sesquicentenário de nascimento comemora-se este ano. Herzl nasceu no Império Austro-Húngaro e engajou-se no nacionalismo alemão até cobrir o Caso Dreyfus, em Paris. Pouco integrado à vida judaica, chocou-se com a brutalidade do antissemitismo que havia levado o oficial francês, judeu “assimilado” como ele, à degradação, falsamente acusado de traição à Pátria. Concluiu que a solução do chamado “problema judaico” era a reconstrução do Lar Nacional em Israel – o retorno a Sion, daí o nome sionismo ao movimento que já existia há muitos séculos, com o apoio inclusive de líderes cristãos.
Ao escrever um livro, o “Estado Judeu” e convocar um congresso em Basileia, Suíça, em 1897, Herzl conseguiu dar corpo ao movimento e traçar um programa de ação. Como Moisés, porém, não estava destinado a realizar o sonho. Fracassaram suas tentativas de entendimentos com o Império Otomano, a cuja soberania o Oriente Médio, então, estava submetido. Morreu em 1904. Só mais de quatro décadas e 6 milhões de mortos depois, tocado pela barbárie do Holocausto promovido pelos nazistas é que o mundo civilizado concordou com a sua tese. Sionismo é apenas isso, não a fantasia sadomasoquista de terrorismo que a esquerda demente, no permanente exercício de seu ódio visceral, tem se esforçado por incutir nas pessoas desavisadas. Herzl jamais explodiu ou ordenou que alguém explodisse uma bomba para matar pessoas inocentes e indefesas. Lula não quis visitar seu túmulo, mas depositou flores no túmulo de Yasser Arafat e, daqui a alguns meses, vai apertar de novo a mão de Mohamed Ahmadinejad. É a escolha de Lula. (Jayme Copstein, www.jaymecopstein.com.br- http://www.beth-shalom.com.br)