terça-feira, 24 de novembro de 2009

MANAUS MODERNA "UNTADA" E "UNÇADA"

GRANDE CONCENTRAÇÃO DE FÉ:
“SÊ TU UMA BÊNÇÃO!”

Da: IGREJA MUNDIAL DO PODER DE DEUS –Manaus – AM
Líder: Bispo Leildo

Objetos:  


Ø -  Óleo consagrado pelos pastores locais e pelo “bispo”;
Ø -  Óleo “ungido” pelo “apóstolo”  Waldomiro na reunião com os “bispos”, em Minas Gerais, para ser misturado com o óleo “consagrado” pelos pastores amazonenses, com o objetivo de “aumentar o poder”;
Ø  - Toalhinhas “sê tu uma bênção”, ungidas com óleo e acompanhadas de uma pequena quantidade de óleo num saquinho, para ungir toda a família ou empresa.



AVENIDA MANAUS MODERNA “UNTADA” 
E “UNÇADA”




(...e de quem mais poderia ser?!?)

Essa é pra acabar e pra arrebentar com o sabiá dentro do toco! Hoje, logo depois das 4 horas da madrugada (aí pelas 7:30...kkk!), eu liguei o meu televisor e, “sem-querer-querendo”, sintonizei no programa da “igreja” mundial do poder de “deus”. Preenchendo toda a extensão das 29 polegadas da tela plana, lá estava o “bispo” Leildo rodeado de um grande grupo de pastores e suas esposas, em frente ao Parque Jeferson Peres, próximo à ponte do Educandos, às margens da Avenida Manaus Moderna.

Luzes do parque ligadas, luzes dos postes da avenida ligadas, tudo escuro, pouquíssimo movimento de carros em plena terça-feira.  Olhei pela janela da minha sala e verifiquei que o sol estava fortíssimo, de rachar taquara e fritar ovo no asfalto. Aí, os meus 5 neurônios (o Tico, o Teco e os Três Patetas) entraram em ação e me informaram que o programa tinha sido gravado às 4 horas da madruga. Bem pensado...se tivesse ido ao ar ao vivo, pessoas como eu perderiam a “bença”!

O “bispo” arengava: “esse evento abençoado deveria acontecer no dia 26, mas eu deverei estar com o “apóstolo” numa reunião nesse dia, em Minas Gerais, juntamente com outros “bispos”. Por isso Deus me revelou que eu deveria mudar a concentração de fé para o dia 28, e ungir a avenida no dia 24, digam todos glórias a Deus!!!”  E o povo gritava e berrava os “glóriaaaaasssss!”

Isso foi dito no dia anterior à “ungição” da avenida Manaus Moderna, na sede da Mundial, por sinal a poucas quadras da “Catedral da Fé”, da Universal do Reino de Deus. Ambas as “Catedrais” ficam numa das áreas mais nobres de Manaus (...porque “deus” sempre nos colocará por cabeça e não por cauda...), no bairro São Geraldo, vizinho à Vieiralves (assim mesmo, tudo junto!), o mais caro metro quadrado da capital amazonense!  E, a poucos quarteirões, fica a imponente “Catedral” da Igreja Internacional da Graça de Deus! Todo mundo embolado na reta final do campeonato da conquista dos bolsos e da arrecadação das fortunas necessárias, para sustentar os nababos do tele-evangelismo, para a compra de suas mansões, seus carros de luxo e seus aviões!

Do lado de cá da tela, muitíssimo indignado, tomando minhas goladas de café forte, assistia toda aquela palhaçada. O “bispo” e os “pastores” inclinados sobre cerca de 30.000 toalhinhas “sê tu uma bênção” (mas avisando que no dia da cruzada haverá cerca de 100.000), faziam a “demanda”, consagrando o “despacho”. Depois, um dos “pastores” conseguiu erguer um enorme frasco de vidro pescoçudo (aqueles, que são chatos na base e tem um pescoço de girafa), cheio de óleo. O óleo foi “abençoado” e se anunciou que se poderão distribuir algumas porções dele para os trouxas, digo, os “fiéis”, levarem pra ungir suas casas.

MAS ATEEEEENCÃO galera!!!! O “bispo” mostrou em sua mão um outro litro de óleo, de tamanho normal, que, depois de “consagrado” pelos obreiros amazonenses, será levado por ele à tal da reunião com o “apóstolo”. O “apóstolo” Waldomiro Santiago vai “ungir” o óleo (não me perguntem como!); em seguida, retornando para Manaus, o “bispo” vai derramar o óleo “ungido”pelo “apóstolo” no frasco de óleo “consagrado” pelos obreiros locais. Aí.....ah meu irmão, sai de baixo!!! Mistura pura de nitroglicerina com urânio enriquecido na Rússia! Esse óleo terá um poder multiplicado e fará coisas do arco da velha! É capaz até de fazer nascer cabelo na palma da mão! Bem...ele não afirmou isso, mas foi o mínimo que eu deduzí, pelo espalhafato do anúncio!

Muito bem, eles ungiram a Avenida Manaus Moderna, afirmando que todos que pisarem o trecho “untado” da avenida, no dia da “cruzada de fé”, nunca mais serão amaldiçoados, terão todas as vitórias, realizarão todos os sonhos e farão todas as conquistas. A “coisa” continuou, mas eu não tive mais estômago pra assistir. Liguei o computador, sentei-me à frente do teclado e comecei a martelar as teclas. Depois vou publicar no meu blog e enviar uma cópia para o GENIZAH. Quem sabe, talvez mande também para a NANI, a nossa querida “azedinha”. Espero que esteja “ungido” o suficiente para merecer uma publicação. Mas não vou comentar nada. Deixo ao encargo dos leitores essa diversão. Espinafrem à vontade, joguem pedras, bombas de efeito moral e, principalmente, aquilo que jogaram na Gení (da música do Chico Buarque, pesquisem no Google!); mas não no meu texto e, sim, nessa “cruzada de fé e milagres” das toalhinhas “sê tu uma bênção”.


F I M  

sábado, 21 de novembro de 2009

ESSE GEZUIS É O CARA!!!


Um Gezuis estranhamente familiar




Hermes Fernandes

Nasceu no Palácio de Herodes em Jerusalém, centro do poder judaico. Veio para o que era seu, e os seus o receberam, e com muitas pompas!
Aos doze anos já discutia novas rotas comerciais e estratégias de conquista com os conselheiros reais.
Seu primeiro milagre aconteceu num pomposo casamento na realeza. Transformou a água em suco de caju, não por haver faltado bebida na festa, mas apenas para dar uma gorjeta do seu poder. Poderia tê-la transformada em vinho, vodka, ou até whisky, se quisesse. Mas preferiu não escandalizar a ala mais conservadora e fundamentalista dos religiosos.
Aos 30 anos, foi batizado na piscina da cobertura do palácio, por um dos profetas badalados da época. Enquanto descia às águas, viu-se uma águia, símbolo de conquista, sobrevoar sua cabeça, e uma voz que bradou de algum lugar: Este é o cara! Vai e arrasa!
Saiu dali e foi para uma região praiana, tirar quarenta dias de férias antecipadas. Não precisou ser tentado em nada, pois nunca se negou bem algum. Transformou pedras em pizza, só pra se divertir. E ainda fez malabarismo no pináculo do templo, pra tirar uma onda com os sacerdotes. No final das férias, subiu um monte bem alto, avistou os reinos deste mundo e disse pra si mesmo: Tudo isso me darei!
Quando aproximado por algum gentio, do tipo daquele centurião que tinha um servo enfermo, dizia-lhe: Dá um tempo! Não vim pra vocês, seus impuros, idólatras e ignorantes. E mais: Nunca vi tanta petulância! Onde já se viu? Pedir por um serviçal! Além de gentio, é burro!
Ao deparar-se com um cobrador de impostos desonesto, que subira numa árvore só pra lhe ver, Gezuis lhe disse: Como é que é, meu irmão! Vamos ou não vamos dividir esta grana? Desce logo, que tô com pressa! Hoje me convém me hospedar no melhor hotel da região.
Ao ser tocado por uma mulher hemorrágica, esbravejou: Tira essa louca daqui! Não sabe que a Lei proíbe qualquer aproximação de uma pessoa em seu estado? Imunda!
Por onde passava, seus discípulos estendiam um cordão de isolamento, para que leprosos, morféticos, cegos, endemoninhados, e todo tipo de gente asquerosa não ousassem se aproximar do Rei da cocada preta.
Diferente era o trato que dispensava aos fariseus e religiosos da época.
Venham a mim, todos os que querem alguma vantagem da religião. Vocês serão cabeça e não cauda. Comerão o melhor da terra! Unam-se a mim, e eu lhes farei milionários. Aprendam comigo, que sou malandro e esperto de coração. Espertos são os que riem da desgraça alheia. Espertos são os que gostam de ver o circo pegar fogo. Espertos são os que têm fome e sede de sucesso. Eu saciarei seu ego!
Quando procurado por um jovem rico, disse-lhe, sem o menor pudor: Quer sociedade? Vamos rachar esta grana? Vai ter um lugar especial no meu reino, garoto...
E quando entrou em Jerusalém montado naquele exuberante corcel branco 0 km? Foi tremendo! Não tinha pra ninguém!
- Cruz? Que cruz? Tá doido? Cruz é pra gente como Jesus, aquele nazareno nascido numa manjedoura. Eu vim pra ter vida, e vida com abundância. Quem quiser vir após mim, passa tudo o que tem pra minha conta, e me siga. Ou tudo ou nada! Ou dá ou desce!
Revolucionário? Que nada! Graças a um conchavo político feito às escuras com o Império Romano, Gezuis garantiu para si a sucessão de Herodes, e viveu muitos e muitos anos.
Ao morrer, farto de dias, Gezuis confiou seu legado a um grupo de discípulos seletos, que juraram que sua mensagem jamais seria esquecida, e que ao longo dos séculos, sempre haveria quem a promovesse em sua própria geração. Partiu ordenando que cada um dos seus discípulos lhe beijasse os pés, em sinal de submissão. E que aprendessem a se servir uns dos outros, e ainda se servir dos poderes constituídos, sem jamais criticá-los ou censurá-los.

Promessa feita, promessa cumprida.
Basta ligar a TV, o rádio, ou mesmo acessar a internet, para se dar conta de quantos discípulos de Gezuis ainda dão eco à sua voz.

Tirado com a devida permissão (a minha!!!) do blog GENIZAH (http://www.genizahvirtual.com)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O MAHMOUD VEM AÍ.....


A língua ferina de Ahmadinejad
Desde sua posse, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad ataca Israel com língua ferina. Ele nega o Holocausto, convoca conferências a respeito excluindo participantes israelenses, e ameaça aniquilar o Estado judeu.
Por ocasião de uma conferência sobre o Holocausto em Teerã, Ahmadinejad ameaçou: “Os dias de Israel estão contados... Um dia Israel será aniquilado, do mesmo modo como aconteceu com a União Soviética”.
Depois de Hitler e Goebbels, nenhum político manifestou-se de forma tão aberta contra Israel e os judeus quanto o presidente iraniano. Não deveríamos levar a sério essas ameaças, tanto ou ainda mais quanto as dos nazistas do Terceiro Reich?
Os discursos iniciais de Hitler e as
incitações de Goebbels (ministro da Propaganda nazista) contra os judeus conduziram à violência do Holocausto.


Mahmoud Ahmadinejad, outros membros do governo e altos funcionários iranianos tentaram obter reconhecimento dos seus adeptos através da negação do Holocausto. Num discurso divulgado pela IRNA, a agência oficial de notícias do Irã, o presidente disse: “Alguns países europeus insistem que Hitler queimou milhões de judeus inocentes em fornos crematórios. Eles insistem tanto nessa questão, que chegam a condenar e prender a todos que provam o contrário. Nós não aceitamos essas afirmações. Entretanto, se considerarmos que elas são verdadeiras, temos a seguinte pergunta para os europeus: a matança de judeus inocentes por parte de Hitler é a razão do apoio de vocês aos que ocupam Jerusalém?”
Em suas afirmações, o presidente iraniano repete constantemente, de forma arrogante e descarada, que o regime sionista de Israel é um “tumor” que deve ser apagado do mapa.
Há algum tempo ele especulou sobre os seguintes dados macabros: “Se durante uma guerra nuclear cair uma bomba atômica sobre Israel, finalmente todos os 5 milhões de judeus serão mortos de uma só vez. Caso Israel ainda consiga revidar antes disso, lançando mísseis nucleares, talvez serão mortos em torno de 15 milhões de árabes – o que importa? Então teríamos simplesmente mais 15 milhões de mártires no céu, mas na terra continuarão vivos mais de um bilhão de muçulmanos para conquistar o mundo”1
Deus, que é onisciente, cuja visão cobre todos os tempos, apresenta-nos no Salmo 140, entre outras coisas, a atual situação de Israel. Trata-se de um salmo de Davi, que descreve o que ele estava enfrentando pessoalmente naquele tempo. Davi, entretanto, também era profeta, e suas afirmações lançam luz sobre a situação durante os tempos finais. Os inimigos de Davi são inimigos de Deus e inimigos do povo de Israel. Isso não mudou até hoje. A Bíblia é extremamente atual, no presente e até mesmo no futuro.
Instalações nucleares
iranianas em Arak.


1. No Salmo citado, Davi pede ao Senhor libertação dos planos malignos dos inimigos. Ele descreve, o homem violento, o mal que domina o coração dele, as contendas que esse homem semeia, e sua língua ferina, que cospe veneno e mentiras: “Livra-me,SENHOR, do homem perverso, guarda-me do homem violento, cujo coração maquina iniqüidades e vive forjando contendas. Aguçam a língua como a serpente; sob os lábios têm veneno de áspide” (Salmo 140.1-3).
Em todos os tempos houve homens violentos, que provocaram contendas e guerras, e que fizeram discursos venenosos. Mas em nossos dias estamos assistindo a uma ferocidade crescente. Os discursos ameaçadores de Ahmadinejad são uma amostra clara dessa tendência e mostram que esse homem talvez seja um dos últimos precursores do Anticristo. Este se destacará como o último homem violento, de língua ferina, dominado pelo pai da mentira (Satanás) e tentará destruir tanto Israel quanto todos os justos vivos naquela época.
2. Davi pede ao Senhor que o guarde daquele que deseja derrubá-lo:“Guarda-me, SENHOR, da mão dos ímpios, preserva-me do homem violento, os quais se empenham por me desviar os passos” (Salmo 140.4). – Os discursos do presidente iraniano são muito claros e não podem ser mal interpretados. Constantemente ele declara querer destruir Israel, fazendo especulações a respeito da capacidade nuclear do Irã.
3. Davi pede proteção contra o terrorismo, isto é, contra os ataques planejados pelo inimigo, com os quais eles ameçam: “Não concedas,SENHOR, ao ímpio os seus desejos; não permitas que vingue o seu mau propósito” (Salmo 140.8).
Israel já está exposto ao terrorismo e aos ataques há décadas, mas nos últimos anos eles aumentaram e se tornaram cada vez mais perigosos. – Quando não se muda a má inclinação do coração, ela acaba produzindo os atos de violência. Os discursos iniciais de Hitler e as incitações de Goebbels contra os judeus conduziram à violência do Holocausto. Em que resultarão as palavras de Ahmadinejad?
4. Davi anunciou profeticamente aquilo que, finalmente, Deus fará cair sobre os inimigos de Israel: “Se exaltam a cabeça os que me cercam, cubra-os a maldade dos seus lábios. Caiam sobre eles brasas vivas, sejam atirados ao fogo, lançados em abismos para que não mais se levantem. O caluniador não se estabelecerá na terra; ao homem violento, o mal o perseguirá com golpe sobre golpe” (Salmo 140.9-11).
A Alemanha nazista teve de experimentar
literalmente como o fogo caiu do céu através das inúmeras bombas lançadas pelos Aliados.


A Alemanha nazista teve de experimentar literalmente como o fogo caiu do céu através das inúmeras bombas lançadas pelos Aliados. As cidades alemãs foram devoradas pelas chamas causadas pelas bombas incendiárias e os violentos líderes do povo sucumbiram. Onde terminará a arrogância da liderança iraniana? (veja o artigo “Cada vez mais provável: outra guerra no Oriente Médio”, na edição de fevereiro/07).
5. Davi vê e anuncia a fidelidade de Deus a Israel, que Ele tem a palavra final sobre a História e que fará tudo terminar bem. Davi expressa sua confiança inabalável, que ele baseia exclusivamente em Deus, da seguinte maneira: “Sei que oSENHOR manterá a causa do oprimido e o direito do necessitado. Assim, os justos renderão graças ao teu nome; os retos habitarão na tua presença” (Salmo 140.12-13).
Israel não pode sucumbir, por mais que os inimigos o desejem. O plano de Deus já está estabelecido há muito tempo. Ele acabará com os planos dos inimigos! As promessas da aliança de Deus para Seu povo são a melhor garantia disso! No tempo da Grande Tribulação, o remanescente judeu voltará a ter essa confiança. A garantia do futuro de Israel é o próprio Senhor Jesus Cristo, de quem lemos: “Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio” (2 Coríntios 1.20). Todas as promessas que Deus fez com relação ao futuro de Israel serão cumpridas em e através de Jesus Cristo. Todas as promessas que o Senhor fez com relação à Sua Igreja, serão realizadas em Jesus. Todas as promessas destinadas às nações serão igualmente cumpridas em Cristo. (Norbert Lieth - http://www.beth-shalom.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, abril de 2007.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A CONTROVÉRSIA IANOMÂMI

IANOMÂMI! QUEM?


Roberto Gama e SilvaAlmirante Reformado

Nos tempos da infância e da adolescência que passei em Manaus, minha cidade natal, nunca ouvi a mais leve referência ao grupamento indígena denominado “IANOMÂMI”, nem mesmo nas excursões que fiz ao território, acompanhando o meu avô materno, botânico de formação, na sua incessante busca por novas espécies de orquídeas.
Tinha eu absoluta convicção sobre a inexistência desse grupo indígena, principalmente depois que aprendi que a palavra “ianomâmi” era um nome genérico aplicado ao “ser humano”.
Recentemente, caiu-me nas mãos o livro “A FARSA IANOMÂMI”, escrito por um oficial de Exército brasileiro, de família ilustre, o Coronel Carlos Alberto Lima Menna Barreto,
Credenciava o autor do livro a experiência adquirida em duas passagens demoradas por Roraima, a primeira, entre 69 e 71, como Comandante da Fronteira de Roraima/ 2º Batalhão Especial de Fronteira, a segunda, quatorze anos depois, como Secretário de Segurança do antigo Território Federal.

Menna Barreto procurou provar que os “ianomâmis” haviam sido criados por alienígenas, com o intuito claro de configurar a existência de uma “nação” indígena espalhada ao longo da fronteira com a Venezuela. Para tanto citou trechos de obras publicadas por cientistas estrangeiros que pesquisaram a região na década iniciada em 1910, notadamente o alemão Theodor Koch-Grünberg, autor do livro “Von Roraima zum Orinoco, reisen in Nord Brazilien und Venezuela in den jahren 1911-1913.
Embora convencido pelos argumentos apresentados no livro, ainda assim continuei minha busca atrás de uma personalidade brasileira que tivesse cruzado a região, em missão oficial do nosso governo, e que tivesse deixado documentos arquivados na repartição pública de origem. Aí, então, não haveria mais motivo para dúvidas.
Definido o que deveria procurar, foi muito fácil selecionar o nome de um dos “Gigantes da Nacionalidade”, embora pouco conhecido pelos compatriotas de curta memória: Almirante Braz Dias de Aguiar, o “Bandeirante das Fronteiras Remotas”
Braz de Aguiar, falecido em 17 de setembro de 1947, ainda no cargo de “Chefe da Comissão Demarcadora de Limites – Primeira Divisão”, prestou serviços relevantes ao país durante 40 anos corridos, sendo que destes, 30 anos dedicados à Amazônia, por ele demarcada por inteiro. Se, nos dias correntes, o Brasil já solucionou todas as pendências que recaiam sobre os 10.948 quilômetros que separam a nossa maior região natural dos países vizinhos, tudo se deve ao trabalho incansável e competente de Braz de Aguiar, pois de suas observações astronômicas e da precisão dos seus cálculos resultaram mais de 500 pontos astronômicos que definem, juntamente com acidentes naturais, essa longa divisória.

Todas as campanhas de Braz de Aguiar foram registradas em detalhados relatórios despachados para o Ministério das Relações Exteriores, a quem a Comissão Demarcadora era subordinada.
Além desses relatórios específicos, Braz de Aguiar ainda fez publicar trabalhos detalhados sobre determinadas áreas, que muito contribuíram para desvendar os segredos da Amazônia.
Um desses trabalhos denominado “O VALE DO RIO NEGRO”, classificado pelo Chefe da “Comissão Demarcadora de Limites – Primeira Divisão” como um subsídio para “a geografia física e humana da Amazônia”, foi encaminhado ao Ministério das Relações Exteriores no mês de janeiro de 1944, trazendo no seu bojo a resposta definitiva à indagação “IANOMÂMI! QUEM?.
No tocante às tribos indígenas do Vale do Rio Negro, incluindo as do tributário Rio Branco, afirma o trabalho que “são todas pertencentes às famílias ARUAQUE e CARIBE, sem aludir à existência de alguns povos cujas línguas se diferenciam profundamente das faladas pelas duas coletividades citadas”. Prossegue o autor: “Tais povos formam as chamadas tribos independentes, que devem ser consideradas como restos de antigas populações cuja liberdade foi grandemente prejudicada pela ação opressora de vizinhos poderosos”. Também os índios “TUCANOS” constituem uma família a parte, complementa o trabalho.
Dito isto, a obra cita os nomes e as localizações das tribos aruaques no Vale do Rio Negro, em número de treze, sem que da relação conste a pretensa tribo “IANOMÂMI”.
Em seguida, foram listadas as tribos caribes, bem como a sua localização: ao todo são sete as tribos, também ausente da relação o nome “IANOMÂMI”.
Dentre as chamadas tribos independentes do Rio Negro, em número de cinco, também não aparece qualquer citação aos “IANOMÂMIS”.

Para completar o quadro, a obra elaborada por Braz de Aguiar ainda faz menção especial ao grupo “TUCANO”, pelo simples fato de compreender quinze famílias, divididas em três ramos: o oriental, que abrange as bacias dos rios UAUPÉS e CURICURIARI; a ocidental, ocupando as bacias do NAPO, PUTUMAIO e alto CAQUETÁ, e o setentrional, localizado nas nascentes do rio MAMACAUA.
Os “IANOMÂMIS” também não apareceram entre os “TUCANOS”.
Completando a listagem dos povos da bacia do RIO NEGRO, a obra ainda faz menção a uma publicação de 1926, composta pelas “MISSÕES INDÍGENAS SALESIANAS DO AMAZONAS”, que descreve todas as tribos da bacia do RIO NEGRO sem mencionar a existência dos “IANOMÂMIS”.
Assim sendo, pode-se afirmar, sem medo de errar, que esse povo “não existiu e não existe” senão nas mentes ardilosas dos inimigos do Brasil.

Menna Barreto e outras fontes fidedignas afirmam que coube a uma jornalista romena, CLAUDIA ANDUJAR, mencionar, pela primeira vez, em 1973, a existência do grupo indígena por ela denominado “IANOMÂMI”, localizado em prolongada faixa vizinha à fronteira com a VENEZUELA.
Interessante ressaltar que a jornalista que “inventou” os “IANOMÂMIS” não agiu por conta própria, mas inspirada pela organização denominada “CHRISTIAN CHURCH WORLD COUNCIL” sediada na SUIÇA, que, por seu turno, é dirigida por um Conselho Coordenador instruído por seis entidades internacionais: “Comitê International de la Defense de l´Amazon”; “Inter-American Indian Institute”; “The International Ethnical Survival”; “The International Cultural Survival”; “Workgroup for Indigenous Affairs” e “The Berna-Geneve Ethnical Institute”.
Releva, ainda, destacar o texto integral do item I, das “Diretrizes” da organização referentes ao BRASIL:

 “É nosso dever garantir a preservação do território da Amazônia e de seus habitantes aborígines, para o seu desfrute pelas grandes civilizações européias, cujas áreas naturais estejam reduzidas a um limite crítico”.

Ficam assim bem caracterizadas as intenções colonialistas dos membros do “CHRISTIAN CHURCH WORLD COUNCIL”, ao incentivarem a “invenção“ dos ianomâmis e a sua localização ao longo da faixa de fronteiras. Trata-se de iniciativa de fé púnica, como soe ser a artificiosa invenção de um grupo étnico para permitir que estrangeiros venham a se apropriar de vasta região do Escudo das Guianas, pertencente ao Brasil e, provavelmente, rica em minérios. O ato se reveste de ilegitimidade passiva e de impossibilidade jurídica. Sendo, pois, um ato criminoso, a criação de “Reserva Ianomâmi” deve ser anulada e, em seguida, novo estudo da área deverá ser conduzido para o possível estabelecimento de novas reservas, agora descontínuas, para abrigar os grupos indígenas instalados na mesma zona, todos eles afastados entre si, por força do tradicional estado de beligerância entre os grupos étnicos “aruaques” e ‘caribes’.
Outras providências legais devem ser adotadas, todavia, para enquadrar os “zelosos” funcionários da FUNAI que se deixaram enganar e os “competentes” servidores do Ministério da Justiça que induziram o Ministro da Pasta e o próprio Presidente da República a aprovarem a decretação de reserva para um grupo indígena inexistente. Sobre estes últimos poderia ser aplicada a “Lei de Segurança Nacional”, artigos 9 e 11, por terem eles contribuído para um futuro seccionamento do território nacional e um possível desmembramento do mesmo para entrega a outro ou outros Estados.
LIBERTAS QUAE SERA TAMEN!
Roberto Gama e Silva
Almirante Reformado
Rio de Janeiro, em 21 de abril de 2008.

Postado por: SÉRGIO APARECIDO DIAS

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

TÔCO CRÚ PEGANDO FOGO


Crônica de: SÉRGIO APARECIDO DIAS

( ... e de quem mais poderia ser?!? )


            E o IBAMA, minha gente, cadê hein??? Estou assistindo na televisão- quase todos os dias – queimadas e mais queimadas, contrabando e mais contrabando de madeiras de lei, crimes e mais crimes ambientais, e ninguém sabe de nada, ninguém viu nada!?!  Caminhões lotados “até o talo” transitam livremente pelo estado do Pará e pelo Mato Grosso, transportando toras, pranchões e tábuas de imbuia, maçaranduba, cedro, jacarandá, castanheira, assacú, embaúba (não, não, assacú e embaúba acredito que ainda não) e não existe nenhuma autoridade pra barrar esse vergonhoso assassinato de nossas reservas florestais! Pergunto até quando essa situação caótica vai persistir!!!  Quem terá a coragem de tomar uma medida drástica e verdadeiramente punitiva, que rompa esse círculo vicioso, roubador e corrupto? 

Círculo vicioso, porque já se sabe das rotas utilizadas, das áreas normalmente desmatadas, das empresas madeireiras que financiam esse tipo de comércio criminoso e das serrarias contratadas como intermediadoras (que geralmente são usadas como bois de piranha, bodes expiatórios,testas de ferro, laranjas e essas coisas). Roubador, porque não são pagos os devidos impostos (já que são contrabando), em virtude de ser uma atividade ilegal e ilícita. Corrupto, porque existem agentes florestais e fiscais, até mesmo policiais rodoviários e guardas das fronteiras (e, comprovadamente, agentes do próprio IBAMA) recebendo subornos e propinas para fazerem vistas de mercador (aliás não são vistas, são ouvidos, mas tudo bem, dá na mesma porcaria)!              E as matas ciliares sendo derrubadas......mananciais desaparecendo......áreas de preservação sendo invadidas.....florestas protegidas sendo destruídas........reservas ecológicas sendo  incendiadas.....reservas indígenas transformando-se em garimpos e fazendas de gado.......afinal, isso não acaba nunca???  E de quem  a culpa? Quem será o responsável?  De quem ou qual raio de órgão é a competência para investigar, prender, punir, enforcar, fritar na cadeira elétrica ou atochar supositórios de pimenta nesses caras?

            O mais patético de tudo é que, quando os “peritos” descobrem o ponto exato onde os incêndios começaram e o palito de fósforo que foi utilizado, ou a bagana de cigarro que originou a queimada (certamente usando as mesmas técnicas e a mesma lógica dos arqueólogos, que datam os seus pretensos    achados com milhões e milhões de anos), chegam à brilhantíssima conclusão de que se trata de um incêndio propositalmente provocado! É mesmo, xará?!?  Mas que raciocínio pai d’égua!!!  Nós, simples mortais, jamais iríamos imaginar que alguém causaria um incêndio só pra aumentar a sua área de pastagem ou iniciar uma venda de lotes ou um empreendimento imobiliário na área destruída pelo fogo! Ou mesmo apossar-se de regiões ricas em minérios para depois repartir as riquezas com as multinacionais, rateando assim os lucros advindos de manobras moralmente erradas, porém respaldadas por alguma lei idiota ou qualquer brecha legalista! Em nossa inocência, nem mesmo seríamos capazes de acreditar que latifundiários, empresas do setor imobiliário, grileiros, posseiros e políticos corruptos formariam a linha de frente desses crimes ambientais!

            E  haja tôco cru pegando fogo! E toma fogo no cru! Se fossem galhos secos ou caatinga ressecada, ou mesmo bosques totalmente secos, eu entenderia a possibilidade até de uma combustão espontânea.  Mas acontece que é a Amazônia, é a mata atlântica, são os cerrados, são as chapadas, são regiões escolhidas a dedo por suas potencialidades, não se trata de acidentes naturais e nem de incêndios causados por pessoas brincalhonas ou inocentes invasores que não sabiam o que estavam fazendo.  São, isso sim, pessoas inescrupulosas, que adoram ver o Brasil inteiro pegando fogo no cru! Mas eu ainda aguardo o dia em que as leis sejam feitas por legisladores (e não por politiqueiros), que estejam comprometidos somente com a verdadeira justiça (não com essa que tem os olhos vendados e uma balança ultrapassada), e que zelem pelo nosso meio ambiente. E que queimem pra valer esses incendiários e depredadores do ecossistema. Eles têm muito cru pra queimar, nos bancos, em contas numeradas da Suíça, e em empresas fantasmas aqui no Brasil. É só botar a Polícia Federal em ação pra ver só o que acontece! Garanto que vai correr muita gente graduada e de colarinho branco, soltando a fumaceira pelo cru queimado!

F I M

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

RIO, A CAPITAL BOIOLA!!!

Postado por:  SÉRGIO APARECIDO DIAS

Infelizmente o Rio de Janeiro é, oficialmente, a capital boiola da América do Sul!!! Depois de ser declarada como “o destino turístico gay” (e depois do prefeito e do ministro do meio ambiente soltarem a franga na parada gay), vejam só o que o prefeito Eduardo Paes vai fazer, para beneficiar os seus confrades e companheiros, membros da “irmandade do ‘sêo’ Perú”:

Posted on 1/11/2009, às 10:58 by Direto do Rio de Janeiro

RIO - O prefeito Eduardo Paes disse neste domingo que vai criar uma coordenadoria, vinculada ao seu gabinete, para cuidar dos direitos dos homossexuais e promover o desenvolvimento de políticas públicas para gays, lésbicas, bissexuais e transgêneres. O prefeito prometeu ainda aumentar o aporte de recursos públicos para a organização da Parada Gay do ano que vem, quando serão comemorados os 15 anos do evento no Rio.

Segundo o superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Cláudio Nascimento Silva, a prefeitura se comprometeu a passar R$ 800 mil para a organização do evento na edição de 2010. Em 2009, essa ajuda financeira foi de R$ 100 mil.
O prefeito disse ainda que é uma meta do governo investir no turismo gay na cidade. No ano passado, somente no dia da Parada Gay, foram movimentados R$ 45 milhões, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
- Esse ano, quem tentou achar uma vaga em hotel no Rio, mesmo com o feriado e com chuva, não conseguiu. A cidade está lotada - disse Paes.
Fonte: O Globo


AGORA, OS MEUS ARREMATES:


  Eu pergunto o seguinte: por acaso ele solicitou o aval da Sociedade carioca, para soltar a franga, digo, o dinheiro, para essa pouca vergonha e falta de moral?  Esquece que deve muitos votos a HOMENS MACHOS E MUHERES FÊMEAS que o elegeram, bem como a evangélicos, que apostaram nele e em sua honradez, crendo que ele tinha respeito pela família, pela moral e pelos bons costumes? Já se vê que todas essas esperanças, que homens e mulheres de vergonha e respeito tinham por ele, viraram cinzas de decepção, ao vê-lo se rebolando na parada gay, comportando-se como autêntico bambi!  


E que “ministro” do meio ambiente nós temos!!! Parecia uma mariposa cor-de-rosa, em seus requebros, bamboleios e rebolados! Uma lástima contemplar tamanha falta de compostura de macho, que envergonha e emporcalha a referência masculina de um homem!


Agora eu, um heterossexual por direito de nascimento e por honra hereditária, por código genético puramente masculino e D.N.A. autênticamente MACHO, tendo sentimentos de desejo somente por mulher, sou obrigado a ver o dinheiro dos nossos impostos sendo usados para sustentar essa cambada de veados, digo, homossexuais (não se pode chamá-los de “veados”, desculpem-me!) e de sapatões, digo, lésbicas (não se pode chamá-las(los) de “sapatão”, desculpem-me!) e suas paradas de imoralidade, indecência e de desaforo à família brasileira? Nós, HETEROSSEXUAIS, somos a maioria absoluta deste país!!! O nosso país NÃO É A TERRA DO BAMBI! E nem a pátria dos “tele-tubies”! Nosso céu é cor de anil, e não cor de rosa!


Defendo a plena liberdade do cidadão ser o que bem queira ser e expressar-se do modo como assim desejar. Pode ser católico, protestante, budista, muçulmano, espírita, macumbeiro ou ateu.  Pode, embora tenha nascido homem, sentir-se uma donzela e adorar ser sodomizado. Ou então, tendo nascido mulher, sentir-se inflamada de amores por uma outra fêmea, sentindo-se masculinizada. Podem praticar esse “faz-de-conta-que-é-mas-não-é”, à vontade. Mas não me venham me dizer que isso é normal, porque não é!!! É contra a Natureza, é uma aberração!!!


Será que conseguiremos alguma coisa, se cruzarmos touro com touro, ou vacas com vacas? E ainda querem convencer a Sociedade que isso é simplesmente uma escolha sexual? E ainda querem ensinar isso livremente nas escolas? Querem seduzir nossos filhos e netos para essa safadeza? Querem implantar a pedofilia no Brasil? E até o nosso Presidente afirmou que vai dar pleno e total apoio à causa gay! Ainda bem que nunca votei nele! Tenho certeza que o Collor de Mello jamais apoiaria essa falta de caráter e de vergonha! Dá até saudades do Regime Militar, da postura máscula dos generais e de seus modos de portar-se em público, sempre preocupados em não manchar a imagem nacional. 


Agora, com essas demonstrações de deboche aos princípios da família, da decência e da moral, esse achincalhe aos padrões de comportamento, aqueles que deveriam ser colunas da nação são os primeiros a jogarem o Brasil nesse lamaçal de chiqueiro de porcos!


Pobre nação brasileira! O “peito varonil” está prestes a colocar silicone! E a liberdade deixará de raiar “no horizonte do Brasil”, se essa infame PLC 122 for sancionada e for implantada a tirania gay em nossa nação. Igrejas serão fechadas, pois não poderão mais falar contra o homossexualismo. Pais e mães serão presos,por não concordarem que se transformem seus filhos em veados! Nossas filhas e netas serão forçadas a gostarem de mulheres e se transformarem em sapatões! E se protestarmos, seremos presos e condenados inapelavelmente! 


 REAJA BRASIL! PROTESTE CONTRA A PLC 122! DIGA "NÃO" À BAITOLAGEM!!!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A DEGRADAÇÃO DO MEIO AMBIENTE


Nesta série, postarei diversos artigos sobre a degradação do
meio ambiente, iniciando com um tema bem conhecido
de todos e que nos afeta mais diretamente: a poluição

POLUIÇÃO

1-    O que é poluição

            Dá-se o nome de poluição a qualquer degradação (deterioração, estrago) das condições ambientais, do habitat de uma coletividade humana. É uma perda, mesmo que relativa, da qualidade de vida em decorrência de mudanças ambientais. São chamados de poluentes os agentes que provocam a poluição, como um ruído excessivo, um gás nocivo na atmosfera, detritos que sujam os rios ou praias ou ainda um cartaz publicitário que degrada o aspecto visual de uma paisagem. Seria possível relacionar centenas de poluentes e os tipos de poluição que ocasionam, mas vamos citar apenas mais dois exemplos.

            Um deles são os agrotóxicos (DDT, inseticidas, pesticidas), muito utilizados para combater certos microorganismos e pragas, em especial na agricultura. Ocorre que o acúmulo desses produtos acaba por contaminar os alimentos com substâncias nocivas à saúde humana, às vezes até cancerígenas. Outro exemplo é o das chuvas ácidas, isto é, precipitações de água atmosférica carregada de ácido sulfúrico e de ácido nítrico. Esses ácidos, que corroem rapidamente a lataria dos automóveis, os metais de pontes e outras construções, além de afetarem as plantas e ocasionarem doenças respiratórias e da pele nas pessoas, são formados pela emissão de dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio por parte de certas indústrias. Esses gases, em contato com a água da atmosfera, desencadeiam reações químicas que originam aqueles ácidos. Muitas vezes essas chuvas ácidas vão ocorrer em locais distantes da região poluidora, inclusive em países vizinhos, devido aos ventos que carregam esses gases de uma área para outra.

O problema da poluição, portanto, diz respeito à qualidade de vida das aglomerações humanas. A degradação do meio ambiente do homem provoca uma deterioração dessa qualidade, pois as condições ambientais são imprescindíveis para a vida, tanto no sentido biológico como no social.

2-  A revolução industrial e a poluição.

            Foi a partir da revolução industrial que a poluição passou a constituir um problema para a humanidade. É lógico que já existiam exemplos de poluição anteriormente, em alguns casos até famosos (no Império Romano, por exemplo). Mas o grau de poluição aumentou muito com a industrialização e urbanização, e a sua escala deixou de ser local para se tornar planetária. Isso não apenas porque a indústria é a principal responsável pelo lançamento de poluentes no meio ambiente, mas também porque a Revolução Industrial representou a consolidação e a mundialização do capitalismo, sistema sócio-econômico dominante hoje no espaço mundial. E o capitalismo, que tem na indústria a sua atividade econômica de vanguarda, acarreta urbanização, com grandes concentrações humanas em algumas cidades. A própria aglomeração urbana já é por si só uma fonte de poluição, pois implica numerosos problemas ambientais, como o acúmulo de lixo, o enorme volume de esgotos, os congestionamentos de tráfego etc.

            Mas o importante realmente é que o capitalismo é um sistema econômico voltado para a produção e acumulação constante de riquezas. E tais riquezas nada mais são do que mercadorias, isto é, bens e serviços produzidos - geralmente em grande escala - para a troca, para o comércio. Praticamente tudo que existe, e tudo o que é produzido, passa a ser mercadoria com o desenvolvimento do capitalismo. Sociedades, indivíduos, natureza, espaço, mares, florestas, subsolo: tudo tem de ser útil economicamente, tudo deve ser utilizado no processo produtivo. O importante nesse processo não é o que é bom ou justo e sim o que trará maiores lucros a curto prazo. Assim derrubam-se matas sem se importar com as conseqüências a longo prazo; acaba-se com as sociedades preconceituosamente rotuladas de “primitivas”, porque elas são vistas como empecilhos para essa forma de “progresso”, entendido como acumulação constante de riquezas, que se concentram sempre nas mãos de alguns.

            A partir da Revolução Industrial, com o desenvolvimento do capitalismo, a natureza vai pouco a pouco deixando de existir para dar lugar a um meio ambiente transformado, modificado, produzido pela sociedade moderna. O homem deixa de viver em harmonia com a natureza e passa a dominá-la, dando origem ao que se chama de segunda natureza: a natureza modificada ou produzida pelo homem - como meio urbano, por exemplo, com seus rios canalizados, solos cobertos por asfalto, vegetação nativa completamente devastada, assim como a fauna original da área, etc. - , que é muito diferente da primeira natureza, a paisagem natural sem intervenção humana.

            Contudo, esse domínio da tecnologia moderna sobre o meio natural traz conseqüências negativas para a qualidade da vida humana em seu ambiente. O homem, afinal, também é parte da natureza, depende dela para viver, e acaba sendo prejudicado por muitas dessas transformações, que degradam sua qualidade de vida.

3. A POLUIÇÃO DAS ÁGUAS

            Desde os tempos mais remotos o homem costuma lançar seus detritos nos cursos de água. Até a Revolução Industrial, porém, esse procedimento não causava problemas, já que os rios, lagos e oceanos têm considerável poder de autolimpeza, de purificação. Com a industrialização, a situação começou a sofrer profundas alterações. O volume de detritos despejados nas águas tornou-se cada vez maior, superando a capacidade de purificação dos rios e oceanos, que é limitada. Além disso, passou a ser despejada na água  uma grande quantidade de elementos que não são biodegradáveis, ou seja, não são decompostos pela natureza. Tais elementos - por exemplo, os plásticos, a maioria dos detergentes e os pesticidas - vão se acumulando nos rios, lagos e oceanos, diminuindo a capacidade de retenção de oxigênio das águas e, consequentemente, prejudicando a vida aquática.

            A água empregada para resfriar os equipamentos nas usinas termelétricas e atomelétricas e em alguns tipos de indústrias também causa sérios problemas de poluição. Essa água, que é lançada nos rios ainda quente, faz aumentar a temperatura da água do rio e acaba provocando a eliminação de algumas espécies de peixes, a proliferação excessiva de outras e, em alguns casos, a destruição de todas.

            Um dos maiores poluentes dos oceanos é o petróleo. Com o intenso tráfego de navios petroleiros, esse tipo de poluição alcança níveis elevadíssimos. Além dos vazamentos causados por acidente, em que milhares de toneladas de óleo são despejados na água, os navios soltam petróleo no mar rotineiramente, por ocasião de lavagem de seus reservatórios. Esses resíduos  de petróleo lançados ao mar com a água da lavagem representam cerca de 0,4 a 0,5% da carga total.

A POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

            A poluição atmosférica caracteriza-se basicamente pela presença de gases tóxicos e partículas sólidas no ar. As principais causas desse fenômeno são a eliminação de resíduos por certos tipos de indústrias (siderúrgicas, petroquímicas, de cimento, etc.) e a queima de carvão e petróleo em usinas, automóveis e sistemas de aquecimento doméstico.

            O ar poluído penetra nos pulmões, ocasionando o aparecimento de várias doenças, em especial do aparelho respiratório, como a bronquite crônica, a asma e até o câncer pulmonar. Esses efeitos são reforçados ainda pelo consumo de cigarros.

            Nos grandes centros urbanos, tornam-se freqüentes os dias em que a poluição do ar atinge níveis críticos, seja pela ausência de ventos, seja pelas inversões térmicas, que são períodos nos quais cessam as correntes ascendentes do ar, importantes para a limpeza dos poluentes acumulados nas camadas próximas à superfície.

            A maioria dos países capitalistas desenvolvidos já possui uma rigorosa legislação antipoluição, que obriga certas fábricas  a terem equipamentos especiais (filtros, tratamento de resíduos, etc.) ou a usarem processos menos poluidores. Nesses países também é intenso o controle sobre o aquecimento doméstico a carvão, o escapamento dos automóveis, etc. Tais procedimentos alcançam resultados consideráveis, embora não eliminem completamente o problema da poluição do ar. Por exemplo, pesquisas realizadas há alguns anos mostraram que chapas de ferro se corroem muito mais rapidamente em São Paulo do que em Chicago, apesar de esta metrópole norte-americana possuir maior quantidade de indústrias e automóveis em circulação.

            Calcula-se que a poluição do ar tenha provocado um crescimento de teor de gás carbônico na atmosfera, que teria sofrido um aumento de 14% entre 1830 e 1930. Hoje em dia esse aumento é de aproximadamente 0,3% ao ano. Os desmatamentos contribuem bastante para isso, pois a queima das florestas produz grande quantidade de gás carbônico. Como o gás carbônico tem a propriedade de absorver calor, pelo chamado “efeito estufa” , um aumento da proporção desse gás na atmosfera pode ocasionar um aquecimento da superfície terrestre. Efeito estufa: ação que certos gases exercem sobre a radiações do calor da terra, interceptando-as e transmitindo-as de volta a superfície.

            Baseados nesse fato, alguns cientistas estabeleceram a seguinte hipótese: com a elevação da temperatura média na superfície terrestre, que no início do século XXI será 2ºC mais alta do que hoje, o gelo existente nas zonas polares (calotas polares) irá se derreter. Consequentemente, o nível do mar subirá cerca de 60 m, inundando a maioria das cidades litorâneas de todo o mundo. Alguns pesquisadores pensam inclusive que esse processo já começou a ocorrer a partir do final da década de 80. Os verões da Europa e até da América têm sido a cada ano mais quente e algumas medições constataram um aumento pequeno, de centímetros, do nível médio do mar em algumas áreas litorâneas. Todavia, esse fato não é ainda admitido por grande parte dos estudiosos do assunto.

            Outra importante conseqüência da poluição atmosférica é o surgimento e a expansão de um buraco na camada de ozônio, que se localiza na atmosfera - camada atmosférica situada entre 20 e 80 Km de altitude.

            O ozônio é um gás que filtra os raios ultravioleta do Sol. Se esses raios chegassem à superfície terrestre com mais intensidade provocariam queimaduras na pele, que poderiam até causar câncer, e destruiriam as folhas das árvores. O gás CFC - clorofluorcarbono -, contido em sprays de desodorantes ou inseticidas, parece ser o grande responsável pela destruição da camada de ozônio. Por sorte, esses danos foram causados na parte da atmosfera situada acima da Antártida. Nos últimos anos esse buraco na camada de ozônio tem se expandido constantemente.

4.   OS PROBLEMAS AMBIENTAIS DOS GRANDES CENTROS

            De modo geral, os problemas ecológicos são mais intensos nas grandes cidade que nas  pequenas ou no meio rural. Além da poluição atmosférica, as metrópoles apresentam outros problemas graves:

n Acúmulo de lixo e de esgotos. Boa parte dos detritos pode ser recuperada para a  produção de gás (biogás) ou adubos, mas isso dificilmente acontece. Normalmente, esgotos e resíduos de indústrias são despejados nos rios. Com freqüência esses rios “morrem” (isto é, ficam sem peixe) e tornam-se imundos e malcheirosos. Em algumas cidades, amontoa-se o lixo em terrenos baldios, o que provoca a multiplicação de ratos e insetos.
n  Congestionamentos freqüentes, especialmente nas áreas em que os automóveis particulares são muito mais importantes que os transportes coletivos muitos moradores da periferia das grandes cidades dos países do Sul, em sua maioria de baixa renda, gastam três ou quatro horas por dia só no caminho para o trabalho.
n Poluição sonora, provocada pelo excesso de barulho (dos veículos automotivos, fábricas, obras nas ruas, grande movimento de pessoas e propaganda comercial ruidosa). Isso pode ocasionar neuroses na população, além de uma progressiva diminuição da capacidade auditiva.
n Carência de áreas verdes (parques, reservas florestais, áreas de lazer e recreação, etc.). Em decorrência de falta de áreas verdes agrava-se a poluição atmosférica, já que as plantas através da fotossíntese, contribuem para a renovação do oxigênio no ar. Além disso tal carência limita as oportunidades de lazer da população, o que faz com que muitas pessoas acabem passando seu tempo livre na frente da televisão, ou assistindo a jogos praticados por esportistas profissionais (ao invés de eles mesmos praticarem esportes).
n Poluição visual, ocasionada pelo grande número de cartazes publicitários, pelos edifícios que escondem a paisagem natural, etc.

            Na realidade, é nos grandes centros urbanos que o espaço construído pelo homem, a segunda natureza, alcança seu grau máximo. Quase tudo aí é artificial; e, quando é algo natural, sempre acaba apresentando variações, modificações provocadas pela ação humana. O próprio clima das metrópoles - o chamado clima urbano - constitui um exemplo disso. Nas grandes aglomerações urbanas normalmente faz mais calor e chove um pouco mais que nas áreas rurais vizinhas; além disso, nessas áreas são também mais comuns as enchentes após algumas chuvas. As elevações nos índices térmicos do ar são fáceis de entender: o asfaltamento das ruas e avenidas, as imensas massas de concreto, a carência de áreas verdes, a presença de grandes quantidades de gás carbônico na atmosfera (que provoca o efeito estufa), o grande consumo de energia devido à queima de gasolina, óleo diesel querosene, carvão, etc., nas fábricas, residências e veículos são responsáveis pelo aumento de temperatura do ar. Já o aumento dos índices de pluviosidade se deve principalmente à grande quantidade de micropartículas (poeira, fuligem) no ar, que desempenham um papel de núcleos higroscópicos que facilitam a condensação do vapor de água da atmosfera. E as enchentes decorrem da dificuldade da água das chuvas de se infiltrar no subsolo, pois há muito asfalto e obras, o que compacta o solo e aumenta sua impermeabilização.

            Todos esses fatores que provocam um aumento das médias térmicas nas metrópoles somados aos edifícios que barram ou dificultam a penetração dos ventos e à canalização das águas - fato que diminui o resfriamento provocado pela evaporação - conduzem à formação de uma ilha de calor nos grandes centros urbanos. De fato, uma grande cidade funciona  quase como uma “ilha” térmica em relação às suas vizinhanças, onde as temperaturas são normalmente menores. Essa  “ilha de calor” atinge o seu pico, o seu grau máximo, no centro da cidade.

            A grande concentração de poluentes na atmosfera provoca também uma diminuição da irradiação solar que chega até a superfície. Esse fato, juntamente com a fraca intensidade dos ventos em certos períodos, dá origem às inversões térmicas.

            O fenômeno da inversão térmica - comum, por exemplo, em São Paulo, sobretudo no inverno - consiste no seguinte: o ar situado próximo à superfície, que em condições normais é mais quente que o ar situado bem acima da superfície, torna-se mais frio que o das camadas atmosféricas elevadas. Como o ar frio é mais pesado que o ar quente, ele impede que o ar quente, localizado acima dele, desça. Assim, não se formam correntes de ar ascendentes na atmosfera. Os resíduos poluidores vão então se concentrando próximo da superfície, agravando os efeitos da poluição, tal como irritação nos olhos, nariz e garganta dos moradores desse local. As inversões térmicas são também provocadas pela penetração de uma frente fria, que sempre vem por baixo da frente quente. A frente pode ficar algum tempo estagnada no local, num equilíbrio momentâneo que pode durar horas ou até dias.


POSTADO POR: Sérgio Aparecido Dias